Thursday, January 31, 2013

Fazendo projetos colaborativos

Aprender a falar uma língua estrangeira requer muita interação. Mas como aqui em Belém não é muito fácil encontrar estrangeiros para falar com nossos alunos, temos que pensar em alternativas para viabilizar essas interações.

O site ePals http://www.epals.com/ pode nos ajudar nessa tarefa porque une professores, pais e alunos através dos mais diversos tipos de projetos no mundo inteiro. Você pode encontrar projetos que usam emails e Skype com muitos temas diferentes para alunos de idades variadas.

Há até professores que enviam caixas com pequenas lembranças típicas de sua cidade! A professora Zamimah, da Malásia, fez um lindo projeto colaborativo com alunos da Indonésia. Os alunos simularam que eram jovens jornalistas e fizeram uma revista com entrevistas, anúncios e muito mais. Para ver detalhes desse projeto é só clicar aqui: http://en.community.epals.com/epals/teachersspotlight/default.aspx

Eu mesma já fiz vários projetos do gênero com professores da Rússia, Itália, Estados Unidos, Canadá e Áustria. Os resultados sempre foram muito positivos e ajudaram os alunos a aprender de maneira mais significativa e motivante.

Além de serem motivantes, os alunos aprendem muito sobre sua própria cidade e cultura! Nada melhor do que aprender mais através de interações com amigos estrangeiros, não é?

Você faz esses projetos também?

Até breve!

Wednesday, January 30, 2013

Usando jogos de tabuleiro para ensinar línguas estrangeiras

A prática da compreensão e produção oral (listening and speaking) em uma turma com mais de 20 alunos pode ser desafiadora se você quiser que todos participem. Uma ideia que pode tornar isso possível é através de jogos de tabuleiro.

Mostro para vocês como fiz hoje. O tema da unidade que estamos aprendendo é Rotina diária e já aprendemos várias atividades que fazemos no dia a dia. Hoje tínhamos que aprender a usar os advérbios de frequência (sempre, às vezes, quase nunca e nunca) e praticar a perguntar usando How often. Ao invés de apenas usar os exercícios propostos pelo livro, resolvi procurar um jogo de tabuleiro (frequency adverbs english board games) no Google Images e achei esse aqui:

                                   http://eslresources.files.wordpress.com/2007/02/adv-freqbg.pdf 

Dividi os alunos em grupos de 4 ou 5 e pedi para que eles lessem as perguntas para ver se entendiam todas. Tirei as dúvidas que surgiram e depois eles pegaram pequenos objetos para serem os peões. Como eu não tenho dados, eles usaram moedas para ver quantas casas cada um iria andar. Para minha surpresa, minha aluna Beatriz tem um dado no celular dela! Acho que é um aplicativo que pode ser baixado e foi muito útil para o grupo dela! Vejam o dado no celular dela aqui: 


Depois das explicações, os alunos começaram a jogar. Eles riram muito, brincaram e se ajudaram. Até os alunos mais tímidos participaram ativamente do jogo, respondendo a tudo direitinho. Acho que eles se sentiram mais confortáveis para falar em grupos menores.

Fiquei imensamente feliz com o resultado dessa aula de hoje. Acho que eles gostaram muito como vocês podem conferir em algumas fotos deles abaixo:







Vocês usam jogos de tabuleiro também?

Até breve!



Tuesday, January 29, 2013

Todas as palavras do mundo pronunciadas por nativos

Algumas pessoas gostam de ouvir nativos falando para aprender a pronúncia. Como nem sempre temos o contato com estrangeiros, que tal ouvir milhões de palavras em diversas línguas no site http://www.forvo.com/?

Além de ouvir palavras pronunciadas por nativos, você também é convidado a pronunciar palavras em sua própria língua. Eu mesma já gravei algumas palavras típicas do português falado aqui em Belém, Pará e outras que precisavam de pronúncia (o site mostrou algumas palavras que não tinham pronúncia ainda). Você pode ouvir o que pronunciei aqui:  http://www.forvo.com/user/cintiacosta/

Para fazer o mesmo, basta você abrir uma conta de forma gratuita para digitar palavras e pronunciá-las. Acho que o site vai ficar ainda mais rico com palavras e expressões típicas de sua cidade! Seus alunos também podem coletar essas palavras e expressões em suas comunidades e gravá-las.

Que palavras você quer incluir no Forvo?

Até breve!


Monday, January 28, 2013

Luto por Santa Maria - Rio Grande do Sul

A dor das famílias e amigos é tão grande que não estou com inspiração nenhuma para escrever hoje.

Perdoem-me.

Rezemos, oremos e mandemos muito amor para os que ficaram na saudade e para os que estão nos hospitais.

Até.

:´(

Sunday, January 27, 2013

Precisamos ensinar a prevenir

Não dá para ficar calada em relação à tragédia que aconteceu em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Quantas  vidas foram ceifadas! :-( Tudo isso poderia ter sido evitado se nós tivéssemos mais a cultura da prevenção no Brasil.

Para evitar que mais vidas sejam perdidas, seria muito importante discutirmos maneiras de prevenção com nossos alunos.

Uma excelente ideia seria chamar um bombeiro, um médico, um dentista, um enfermeiro, um técnico em segurança, um policial e outros profissionais para darem palestras sobre prevenção nas escolas e para a comunidade ao redor da escola. Além das palestras, seria importantíssimo fazer simulações regularmente  nas escolas como ocorrem nas escolas nos Estados Unidos. Minha filha fez diversos treinamentos de como agir em caso de incêndio, tornado, tiroteio e outros.

Falemos com nossos diretores para começar a fazer essas ações o quanto antes para que essas tragédias não ocorram nunca mais.

Até breve.


Saturday, January 26, 2013

Mais uma ideia de avaliação

Continuando o assunto de avaliações diferentes, vejamos mais uma ideia.

Blog com avatar do Voki: Achei muito legal a ideia da Escola Móbile em São Paulo de fazer Blogs com as turmas da 5a série. Os alunos criaram um avatar falante usando o site http://www.voki.com/  e escreveram um texto para descrevê-lo. Para ver a descrição do projeto, clique aqui: http://www.escolamobile.com.br/lets-blog-5th-grade-2012/ e para ver o blog de uma turma, clique aqui: http://fifthgradea2012.blogspot.com.br/

Tenho certeza que os alunos devem ter amado fazer esse blog porque puderam usar sua criatividade para personalizar o avatar do jeito que queriam.

Vocês usam o Voki também?

Até breve!

Friday, January 25, 2013

Avaliando de formas diferentes

Em pleno século XXI, muitos professores continuam a avaliar da mesma maneira que se fazia há muito tempo usando provas escritas. Será que podemos pensar em avaliar nossos alunos de línguas estrangeiras de outras maneiras?

Vejamos uma ideia.

Entrevista com estrangeiros: os alunos, em duplas, elaboram algumas perguntas com o auxílio do professor e depois gravam a entrevista com um estrangeiro (eles adoram procurar um estrangeiro pela cidade e sempre encontram um). Para que a entrevista não seja como um inquérito policial (pergunta-resposta), é importante ensinar os alunos a fazer comentários após a resposta do entrevistado. Que tal mostrar para seus alunos um pequeno exemplo de entrevista assim?

A: So, what is your favorite typical food here in Brazil?
B: Typical food?
A: Yeah.
B: Food... Uh, let me think.. I think... I think I like vatapá...
A: I love vatapá too! It is really delicious.
B: Yeah.

Além desse pedaço de entrevista, é importante ensinar aos alunos como começar e a como terminar uma entrevista também. Acho que mostrar um vídeo de uma entrevista com estrangeiros iria ajudar os alunos a se familiarizarem com esse tipo de gênero textual. Se você tiver alunos adolescentes, talvez seja uma boa ideia mostrar uma entrevista da Ellen Degeneres com a Lady Gaga, por exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=1AKBLJeTXnU

Depois de gravar a entrevista, os alunos podem transcrevê-la para fazer um artigo de jornal ou revista e postar no blog da turma ou da escola ou realizar algum outro projeto para publicar o trabalho deles.

Como esse projeto dá bastante trabalho e envolve o uso das quatro habilidades (falar, ler, ouvir e escrever), nada mais justo do que a nota englobar tanto a parte oral quanto a escrita. Fico tranquila em recomendar esse tipo de projeto porque tenho feito isso há bastante tempo e os resultados sempre têm sido muito positivos. Os alunos amam interagir com estrangeiros e serem capazes de se comunicar com eles. Nada melhor do que aliar avaliação com prazer e aprendizagem, não é?

Darei mais ideias de avaliação nos próximos posts. Você também faz avaliações diferentes?

Até breve!


Thursday, January 24, 2013

Celulares como ferramentas de aprendizagem: ideias práticas

Quando li sobre a história do uso de tecnologias de ensino do inglês no artigo http://www.letramagna.com/artigo18_XII.pdf, pude aprender com surpresa que livros eram proibidos em aulas antigamente porque alguns professores acreditavam que os alunos ficariam distraídos em suas aulas!

A professora Vera Menezes, da Universidade Federal de Minas Gerais disse o seguinte a respeito desse tema nesse artigo:
O aparecimento de uma nova tecnologia implica, num primeiro momento, desconfiança e rejeição. Após essa fase inicial, “a tecnologia começa a fazer parte das atividades sociais da linguagem e a escola acaba por incorporá-las em suas práticas pedagógicas” A autora recorda a história do livro, cujos precursores foram o volumen, um rolo de papiro; e o codex, uma coleção de folhas costuradas que lembra o formato do livro atual. O livro é um exemplo de ferramenta tecnológica empregada no ensino de línguas, que antes de sua inserção e socialização, também foi temido e censurado (cf. PAIVA, 2009).

Fazendo um pararelo com os dias de hoje, podemos observar uma grande polêmica sobre os celulares nas escolas. Há muitas discussões, debates e opiniões sobre o uso de celulares pelos alunos.

Eu, particularmente, vejo o celular como se fosse um caderno. Os alunos tomam notas, pesquisam, ouvem música, tiram fotos de artigos e quadros de avisos, falam com seus amigos e muito mais! Infelizmente alguns professores têm se sentido extremamente incomodados com seu uso em sala e várias escolas proíbem até a entrada dos mesmos!

É importante refletir que se a aula não estiver interessante, o aluno vai se distrair mesmo sem o celular. Lembro muito bem do que ocorria em algumas aulas não tão interessantes no meu ensino médio. Um colega de sala arrancava uma folha de carderno e escrevia uma pergunta para mim. Ele me passava a folha discretamente e eu respondia, fazia uma pergunta e passava a folha para ele. Era um chat com uma folha de papel! Isso aconteceu muitas vezes e acho que nenhum professor percebeu porque estavam muito ocupados dando palestras sobre os assuntos do conteúdo programático...

Como acredito que proibir o uso de celulares não vai fazer com que os alunos aprendam mais, que tal tentar usá-los como ferramentas de aprendizagem? Vejamos algumas ideias práticas.

Nas minhas turmas de 1o nível, após ensinar a perguntar o nome, a soletrar, os números e como dizer emails (@ - at / . - dot), peço para os alunos levantarem e perguntarem para alguns colegas essas informações usando seus celulares para armazenar essas informações. Eles adoram essa atividade e falam direitinho! Enquanto eles estão perguntando e respondendo, eu circulo pela sala para auxiliar quando necessário.

Eu também incentivo meus alunos a procurarem o significado e a pronúncia das palavras usando seus celulares. O acesso é muito mais rápido do que consultar um dicionário tradicional e ainda apresenta a pronúncia!

Além disso, os alunos mais visuais podem colocar uma palavra desconhecida no Google Imagens para descobrir o que é. Aposto que eles memorizam rapidamente a palavra após ver um desenho dela.

Uma outra ideia legal é usar os celulares para gravar entrevistas com estrangeiros. Depois de gravá-las, os alunos podem fazer um pequeno texto (como uma matéria de jornal ou revista) sobre a entrevista e colocá-lo no blog da escola ou da turma.

Essas são apenas algumas sugestões para incorporar essa tecnologia nas aulas de línguas estrangeiras. Sei que muitos podem discordar delas porque isso ainda é muito novo, mas tenho certeza que daqui a alguns anos mais ideias surgirão.

Você usa o celular em suas aulas também? Como?

Até breve!



Tuesday, January 22, 2013

Como criar um livro eletrônico com nossos alunos

Escrever um livro com nossos alunos pode ser um projeto muito relevante. Que tal experimentar fazer um e-book com nossos alunos de línguas estrangeiras?

Para realizar esse projeto é importante decidir um tema de acordo com a idade e o nível de conhecimento de língua dos alunos. Depois disso, decidamos com os alunos o que eles vão fazer. Se os alunos forem crianças, eles podem desenhar e escrever sentenças simples que podem ser escaneadas. Além de ilustrações e texto escrito, os alunos podem inclusive gravar as suas vozes!

Para ver um lindo exemplo de projeto e uns e-books  do projeto, acesse os links: 
http://estendido.escolamobile.com.br/archiess-stories-2010/ para ver um e-book (use o cursor para folhear o livro e clique no símbolo de áudio para ouvir as vozes dos alunos).
http://www.escolamobile.com.br/e-book-2012/

Vocês já fizeram algo parecido com seus alunos?

Até breve!

Monday, January 21, 2013

Personalizando a aprendizagem em alguns projetos em língua estrangeira

Uma das coisas que nos faz aprender mais é personalizar o conteúdo. Usar nomes dos nossos familiares, nossas fotos, falar dos nossos sonhos e dos nossos gostos pode deixar os alunos mais interessados em aprender mais e melhor.

Vejamos algumas maneiras práticas de se fazer isso.

Quando o tópico é de famílias, eu sempre faço uma apresentação em Power Point com fotos da minha família e vou apresentando de maneira simples na língua que estou ensinando. Depois disso, peço para os alunos fazerem o mesmo. Como há alunos que podem ter algum tipo de problemas familiares, digo que eles podem falar de uma outra família se assim o desejarem.

Ao ensinar sobre moradia, os alunos podem fazer uma apresentação mostrando a moradia dos seus sonhos. Para tanto, eles podem usar imagens da internet. É muito bom dar espaço para que os alunos compartilhem sua moradia dos sonhos. Aposto que todos irão se surpreender com as escolhas de cada um. Lembro que tive um aluno que falou que tinha vontade de morar em uma casa na árvore!

Outro projeto muito legal é o feita pelo Colégio Mackenzie em São Paulo. Os alunos do 6o ano criaram uma apresentação em Power Point sobre eles. A descrição passo a passo do projeto pode ser vista aqui: http://www.emack.com.br/sao/info/projetos/sao/2009/ef2/all_about_me/principal.php As apresentações dos alunos podem ser vistas clicando no nome de cada aluno aqui: http://www.emack.com.br/sao/info/projetos/sao/2009/ef2/all_about_me/resultado/index_1.htm A única coisa diferente que eu faria era pedir para que os alunos falassem em alguns slides da apresentação gravando suas vozes.

Outro projeto lindo foi feito pela Escola Móbile em São Paulo. Os alunos do 3o ano criaram um e-book com seus desenhos, suas perguntas, respostas e vozes em inglês falando de coisas que gostavam e que não gostavam. Um dos e-books pode ser visto aqui (use o cursor para virar cada página e clique no símbolo de áudio para ouvir as vozes dos alunos: http://www.escolamobile.com.br/arquivos/2012/fundamental/e-book/ebook-3b/ 

De que maneira você personaliza suas aulas?

Até breve!



Sunday, January 20, 2013

Projeto do bem: The Good Project e algumas ideias práticas

Muito falamos sobre técnicas, métodos e metodologias. Mas será que as escolas e universidades estão realmente formando bons cidadãos também? Será que todos os alunos, professores, monitores, coordenadores e diretores fazem seu trabalho com excelente qualidade? Como a educação pode fazer para ser um lugar ético e que forme bons cidadãos desde o jardim da infância até os cursos de pós-doutorado?

O Professor Howard Gardner tem estudado o tema Good há mais de 15 anos e criou o projeto Good Project na Universidade de Harvard. De acordo com o site http://www.thegoodproject.org/, o projeto:

...visa descobrir e promover o que significa ser um bom cidadão fazendo um bom trabalho na nossa sociedade. Trabalho, de acordo com o projeto, é de extrema importância para a vida humana: Vivemos ou morremos, levantamos ou caímos, ganhamos ou perdemos a esperança... pela qualidade do trabalho que nós fazemos e do que o trabalho do outros ao nosso redor fazem. Bom trabalho é definido como "trabalho que é de alta qualidade, socialmente responsável e significativo".

Soube desse projeto quando tive a maravilhosa oportunidade de assistir a uma palestra do Professor Howard Gardner na Duke University em 2011. Essa palestra foi sobre seu projeto e pude aprender muito sobre o tema. Se você estiver curioso, a palestra inteira em inglês está disponível no link: http://www.youtube.com/watch?v=1BpKz7bxWzM

Eu, super emocionada, e o Professor Gardner depois de sua palestra:


Vocês podem estar se perguntando: ok, Cintia, o projeto é muito legal, mas como é que eu posso fazer algo prático para ensinar meus alunos de língua estrangeira de qualquer idade a serem bons cidadãos?

Vejamos alguns exemplos práticos de pequenas ações e projetos.

Se há vizinhos da escola com fome ou comendo alimentos industrializados, cheios de conservantes, que tal usar uma parte do terreno da escola para fazer uma pequena horta e convidar a comunidade para cuidar dela,  usufruir na merenda e doar para quem precisa? Lembro que minha aluna Odileila me disse que fizeram uma horta na escola do filho dela -Escola de Estadual Nagib Coelho Matni -e que o resultado foi muito positivo como as fotos abaixam ilustram o sucesso desse projeto que pode envolver várias disciplinas e a comunidade inteira.

Fotos do Projeto da Horta 




Além de fazer uma horta, podemos ensinar nossos alunos sobre alimentação saudável. Pois se eles não se alimentam bem, provavelmente não conseguirão fazer um bom trabalho na sociedade. A Escola Móbile, que fica em São Paulo, também fez um projeto envolvendo a alimentação de seus alunos e a língua inglesa. Você pode ler sobre o projeto aqui: http://estendido.escolamobile.com.br/e-food-healthy-eating-habit-2007/ e ver o resultado do projeto dos alunos aqui: http://www.escolamobile.com.br/periodo_estendido/2008/projetos/23anos/efood/M-W-F-morning.htm

Outro projeto envolvendo a cidadania é o da Comunidade Educativa o Mundo do Peteleco, em Belém. Os alunos da educação infantil ajudaram as crianças de uma creche e de uma ONG fazendo o projeto Árvore dos Anjos: http://www.peteleco.com.br/projeto/detalhe/26

São muitas as ideias para projetos, vejamos que problemas encontramos nas nossas escolas e façamos a nossa parte. Pensemos: de que maneira estamos formando um bom cidadão em nossa escola?

Até breve!





Saturday, January 19, 2013

Aulas teóricas maravilhosas com duas professoras minhas do coração!

As aulas teóricas podem ser dinâmicas e contar com a participação dos alunos? Podem, sim senhor! Vejamos alguns exemplos de aulas que valeram a pena assistir!

Durante meu curso de Letras - inglês, na Universidade Federal do Pará, tive muitas aulas teóricas. Infelizmente tive muitas em que o professor falava o tempo todo e os alunos só ouviam e faziam algumas anotações. Imaginem só passar de 8 da manhã às 2 da tarde assim, apenas ouvindo?

No entanto, nem sempre as aulas foram só ouvindo, eu também tive umas aulas teóricas diferentes que eu amei muito e agradeço de coração às professoras Tatiana de Macêdo e Rosamaria Reo por me proporcionarem aulas maravilhosas.

O que eles fizeram de diferente? Conto para vocês agora.

Nunca me esquecerei das minhas aulas de linguística aplicada com a Professora Tatiana Macedo. Quando estávamos estudando os métodos, abordagens e metodologias, ela me convidou para dar uma aula de italiano (ela sabia que eu dava aulas dessa língua) usando o método audiolingual para ilustrar. Eu amei esse dia! Lembro que me preparei muito bem e tivemos até chocolate gelado e docinhos nessa aula especial. Dar uma aula para minha professora e meus colegas foi muito legal e desafiador, mas digo que o resultado foi tão positivo que acabei fazendo o mesmo duas vezes no curso de treinamento de professores da escola de línguas que eu trabalhava. Amei ver que a professora confiou em mim e me concedeu seu lugar por uns momentos durante sua aula! Além disso, as aulas eram sempre dialogadas e dinâmicas!

Já a Rosamaria, nas suas aulas de literatura americana, solicitou certa vez que cada dupla lesse um conto e na aula seguinte deveríamos compartilhar um resumo do que tínhamos lido. No entanto, ela falava com tanto amor de literatura que eu e minha twin sister do coração Susan Miranda, resolvemos fazer mais do que apenas falar. Nós encenamos o conto The Black Cat do Edgar Allan Poe usando roupa preta, batom preto, esmalte de unhas preto, incenso, música, velas pretas e vermelhas na nossa apresentação. Para achar esse material, fomos até em uma loja de produtos de Umbanda! Além da compra disso, Susan encontrou umas imagens de um gato preto no computador, as imprimiu para ilustrarmos o quadro com o personagem do nosso conto. Não preciso dizer que a apresentação foi um sucesso, né? Outra coisa que ela fazia e eu amava era quando ela nos pedia para reescrever um fim diferente para os contos, e depois cada aluno lia o seu para todos. Tenho muitas saudades dessas aulas divertidas!

Tatiana e Rosamaraia são duas professoras sorridentes e que amam o que fazem. Elas me inspiraram a ser uma aluna excelente e a fazer mais do que elas pediam mesmo dando aulas teóricas.

E vocês, fazem algo de diferente nas suas aulas teóricas também?

Até breve!

Friday, January 18, 2013

Usando temas transversais em aulas de língua estrangeira

Ao ensinar uma língua estrangeira podemos tratar dos mais variados temas transversais em nossas aulas. Inclusive os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de língua estrangeira nos sugerem usar esses temas nas nossas aulas, como se pode ler a partir da página 44 do documento do MEC: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf

Acredito que os melhores temas são aqueles que precisam ser abordados por nossos alunos de acordo com a realidade em que vivem. Se a escola em que eles estudam está em uma área muito suja, talvez seja uma boa ideia tratar do assunto lixo, limpeza e meio ambiente. Para tanto, sugiro o vídeo Ilha das Flores que dura  apenas 13 minutos. http://www.youtube.com/watch?v=Hh6ra-18mY8

Se você tiver alunos de inglês de nível muito avançado e se o tema racismo no Brasil for importante para seus alunos, sugiro assistir ao documentário Brazil: a Racial Paradise? no link: http://video.pbs.org/video/1906000944/ Esse documentário foi criado pelo Professor Gates, da Universidade de Harvard, e tem muito a nos ensinar sobre esse tema.

Para meus alunos de Letras - inglês e francês que moram em Belém, pensei na importância de tratar do tema  dos indígenas e comunidades locais da Amazônia brasileira. Mesmo morando aqui, não temos muitas informações sobre o que acontece dentro da imensa Floresta Amazônica. Para tanto, assistimos ao DVD do filme Children of the Amazon da produtora e diretora Denise Zmekhol. Para quem não tem o DVD, você pode assistir a vídeos de alguns projetos (inclusive com o Google e a comunidade Suruí!) derivados do filme  no site: http://www.childrenoftheamazon.com/?lang=PT

Para ver um projeto usando temas transversais, sugiro conhecer o projeto Going Green feito com as turmas do 4o ano da Escola Móbile em São Paulo: http://www.escolamobile.com.br/going-green-2012/

Esses são apenas alguns temas que podem ajudar nossos alunos a serem cidadãos éticos. Após cada vídeo, podemos discutir os assuntos na língua nativa ou na língua estrangeira. O importante é que esses temas sejam debatidos para tentarmos deixar nosso país muito melhor para todos.

Que temas transversais você trabalha na sua aula de línguas?

Até breve!

Thursday, January 17, 2013

Fazendo todos os alunos participarem de uma aula gramatical

Já faz algum tempo que tenho feito todos os meus alunos participarem mais ativamente das aulas. Mas nem sempre eu agi assim como professora.

Lembro que eu pensava que eu tinha que sempre ser o centro das minhas aulas, fazendo o máximo para que os alunos sempre prestassem atenção no que eu ensinava. No entanto, quando minha coordenadora Traci Baillie foi observar minha aula no ano 2000, ela me perguntou o motivo de eu não fazer os alunos fazerem atividades em duplas e em grupos. Lembro que respondi que eu tinha medo que eles fizessem outras coisas ao invés de fazer o que eu tinha pedido ou que começassem a bagunçar a aula.

Ela, sempre muito doce, me sugeriu que eu passasse a variar as interações nas aulas. Além de ser professora-alunos, fazer aluno-aluno e alunos em grupo. Aceitei a sugestão e senti uma mudança enorme! Percebi que os alunos começaram a se ajudar mutuamente e que a colaboração entre eles fazia com que todos os alunos participassem ativamente das aulas e aprendessem mais.

Desde então tenho feito os alunos participarem mais das aulas. Posso dar um exemplo de uma aula recente.

Quando eu tive que ensinar o presente simples, antes de eu explicar o tempo verbal, perguntei a eles como era a rotina diária deles. Depois eu escrevi a frase Rotina diária no quadro e falei uma coisa que eu faço. Após esse momento, emprestei 4 canetinhas para que cada aluno escrevesse uma coisa da sua rotina no quadro. Caso não soubessem como escrever tal ação em inglês, eles me perguntaram e eu disse. Após cada um escrever uma ação, eles deram a canetinha para outro aluno, até que todos os alunos tivessem escrito algo.

Depois disso, refletimos sobre que tipos de perguntas que fazemos quando estamos conversando sobre nossas rotinas. Os alunos falaram e eu escrevi algumas perguntas no quadro. Algumas perguntas foram:
What do you eat in the morning?
What time do you wake up?

Após essa reflexão, os alunos ficaram em grupos de 4 ou 5 e tiveram que pensar em todas as atividades que fazem durante o dia. Eles escreveram e um ajudou o outro usando dicionários e o computador que temos em sala de aula. Além de escreverem suas rotinas, eles tiveram que elaborar algumas perguntas sobre o mesmo tópico. Os alunos que sabiam um pouco mais ajudaram os demais e a colaboração foi intensa. Enquanto eles trabalhavam em grupos, eu caminhei pela sala, prestando auxílio quando necessário.

Antes da atividade seguinte em duplas, chamei a atenção deles para a interação ensinando-os a fazer comentários sobre as respostas dos colegas, como no exemplo:

Pergunta: A: What do you do in the morning?
Resposta: B: Uh, well, let me think.... I, I, I wake up at, around 6 am, it is very early...yeah...
Comentário: A: Oh, it is not so early...

Faço isso para o exercício não ser como um inquérito policial, só de perguntas e respostas artificiais. Sempre mostro que a fala tem características próprias como repetição, pausas para pensar e marcadores discursivos como uh e well.

Depois dessa etapa em grupos, os alunos fizeram pares com alunos de outros grupos e conversaram sobre as rotinas fazendo as perguntas elaboradas no seu grupo. Foi maravilhoso ver todos os alunos participando, interagindo e aprendendo a língua!

Como dever de casa, pedi para que cada aluno postasse no nosso grupo no Facebook uma pergunta sobre a rotina, que respondesse a pergunta de um colega e que escrevesse um comentário quando sua pergunta fosse respondida.

Ao invés de fazer o dever de casa em raiva, senti que eles gostaram muito e as perguntas e respostas foram muito interessantes. No final, ao invés de cada pergunta ter tido apenas uma resposta, os alunos responderam várias perguntas, todos usando muito inglês e o tempo verbal aprendido! Acho que o resultado foi muito positivo.

E você, como trabalha a gramática nas suas aulas?

Até breve!


Wednesday, January 16, 2013

Incentivando a leitura - ideias práticas

Todos os professores sabem que ler é fundamental. O que nós, professores, temos lido? O que gostamos de ler? Falamos para nossos colegas de trabalho e alunos que gostamos de um livro assim como fazemos como um filme?

O ideal é que a família tenha o hábito da leitura, que os pais ou responsáveis leiam para seus filhos desde bebês. Façamos as vozes das personagens, demos vida às estórias e histórias lidas. Vejamos as ilustrações, apreciemos o trabalho do ilustrador ou fotógrafo perguntando para as crianças o que elas veem.

Vamos passear nas bibliotecas públicas, bibliotecas das escolas e feiras de livros. Vejamos os livros e curtamos folhear obras com nossos filhos e alunos. Aqui em Belém podemos curtir a Biblioteca do Centur que possui também uma gibiteca e uma brinquedoteca. Eles têm jornais, revistas de muitos livros de todos os tipos.

Uma outra biblioteca maravilhosa é a Biblioteca do CCBEU, que é pública e possui vasto material em português e inglês. Para emprestar materiais, basta fazer a inscrição lá pagando uma pequena taxa anual. Já levei duas turmas de Letras - inglês para conhecer essa biblioteca e eles adoraram! A bibliotecária responsável Rosilene Oliveira nos encantou como vocês podem ver na foto abaixo.

Além de ler na família, vejamos maneiras de a escola trabalhar mais e melhor com livros.


Uma boa sugestão para trabalhar com livros é deixar os alunos com vontade de ler. Que tal experimentar o discurso abaixo antes de sugerir que os alunos de inglês leiam o livro Dangerous Game, por exemplo?

Há um homem um pouco estranho que mora sozinho e recebe a visita semanal de um amigo que vai jogar xadrez com ele. Esse homem é viúvo e é muito calado. Uma certa noite, coisas estranhas começam a acontecer em sua casa...Que fatos serão esses?

Aposto que os alunos vão ficar curiosos para ler esse livro. Da mesma maneira que a TV mostra pedaços de novelas ou filme para fazer os telespectadores ficarem com vontade de assisti-los, façamos o mesmo com nossos alunos!


Para nos inspirar e dar ideias, nada melhor do que o filme Escritores da Liberdade. Esse filme mostra a história real da professora Erin Gruwell, que desenvolveu projetos lindos envolvendo leitura, escrita e a comunidade. Recomendo assistir ao filme para ter ideias de projetos.

Uma escola que realiza um trabalho maravilhoso com a Leitura é o Peteleco e o CEMP em Belém. Todas as semanas as turmas de todas as séries fazem uma visita à biblioteca da escola. A bibliotecária lê um livro para as crianças se elas ainda não sabem ler e depois elas usam as fantasias disponíveis para encenar a estória. Acho maravilhoso que eles incentivam todos os alunos a emprestar livros da biblioteca desde 2 anos de idade! Além disso, eles têm um projeto chamado a Família Conta o Conto http://www.peteleco.com.br/projeto/detalhe/21. Eles convidam os pais para encenarem um espetáculo baseado em algum livro. Eu mesma fui a Julieta em 2004, como vocês podem ver na foto abaixo. Eu amei participar do início desse lindo projeto, que hoje em dia é uma super produção. É lindo ver a escola envolvendo os pais em suas atividades.

Além desse projeto, o CEMP sempre convida escritores paraenses para conversarem com seus alunos. Um deles é o escritor Salomão Larêdo. Esse escritor tem muitos livros publicados e vai com prazer visitar as escolas. Os livros dele são encantadores e eu mesma leio os livros dele desde meus 14 anos e amo conversar com ele depois de ler cada um. O primeiro que li dele foi Guamares, um delicioso romance que se passa no bairro do Guamá, em Belém. Para saber mais sobre ele, acesse o blog: http://slaredo.blogspot.com.br/

Além de incentivar a leitura de livros, alguns sites também fazem esse trabalho muito bem.  Por exemplo, o site http://www.storylineonline.net/ mostra pessoas lendo livros com toda a emoção para crianças.

Para incentivar a leitura entre adolescentes e adultos, sugiro o projeto Sparknotes da Harvard University. Eles têm um site contendo várias obras em inglês usando uma linguagem mais simples. Alguns livros inclusive têm desenhos animados com resumos das obras. Vejam como eles mostram as obras com explicações do livro clássico The Adventures of Huckleberry Finn aqui: http://www.sparknotes.com/lit/huckfinn/

Leitura em família, na escola, em bibliotecas, teatro, conversa com escritores e uso de sites são apenas algumas dicas para estimular a leitura. Você tem mais sugestões?

Até breve!

Tuesday, January 15, 2013

Simulando a compra de roupas e sapatos em língua estrangeira

Ainda pensando em simulações, podemos ensinar vocabulário referente a roupas usando alguns sites de lojas de verdade.

Vejamos uma ideia:

O professor pode dizer aos alunos que eles vão viajar para um país (de preferência que tenha a língua sendo aprendida como primeira língua) e que têm 1.000,00 reais, por exemplo, para "comprar" roupas, sapatos e acessórios.
OBS: Os alunos têm que pesquisar o clima do país de acordo com a data da viagem para "comprar" as roupas apropriadas. Eles podem usar o site http://www.weather.com/ para fazer isso.

Quando dei aulas de portugês,  mostrei os seguintes sites para meus alunos:
http://www.carmimstore.com.br/
http://www.riachuelo.com.br/
http://www.piccadilly.com.br/mylook/inicial/
http://www.centauro.com.br/

Eles tinham que pesquisar as roupas que queriam "comprar", escolhê-las, verificar o preço e depois apresentaram o que tinham "comprado". Meus alunos estrangeiros ficaram surpresos ao ver os preços caríssimos das roupas e sapatos aqui no Brasil.

Em aulas de inglês, podemos realizar um projeto com a mesma ideia usando os seguintes sites:
http://www.gap.com/
http://www.jcpenney.com/dotcom/index.jsp
http://www.footlocker.com/

Os alunos podem usar o resultado de suas compras em apresentações usando Power Point, uma cartolina ou outro material. Eles podem apresentar para seus colegas de sala ou em uma feira cultural da escola.O interessante é que eles mostram as roupas, sapatos e acessórios que mais gostam ao invés de apenas aprender as coisas que estão nos livros didáticos.

Há muitos outros sites assim em muitos países. Você já usou algum deles em suas aulas?

Até breve!



Monday, January 14, 2013

Uma ideia para simulação em língua estrangeira

O uso de materiais autênticos pode ajudar os alunos a aprenderem a língua estrangeira tal qual ela é apresentada para os falantes nativos.

Vejamos mais uma ideia para nossas aulas.

Quando o tema de sua aula for viagens, o professor pode dizer que os alunos têm 10.000,00 reais, por exemplo, e eles têm que planejar uma viagem aos Estados Unidos (ou outro país que tenha o idioma estudado como primeira língua).

Primeiramente os alunos decidem para onde querem ir (usando um mapa dos EUA), http://www.mapsofworld.com/usa/usa-maps/usa-state-capital-map.jpg

Depois de escolherem a cidade, eles podem simular a compra de uma passagem aérea usando o site http://www.kayak.com/

Após verificar o preço das passagens, eles têm que pesquisar um hotel usando o site http://www.travelocity.com/

Também é muito bom ler sobre o local antes de viajar. Se seus alunos são crianças ou adolescentes, eles podem gostar de conhecer um dos parques da Disney através do site https://disneyworld.disney.go.com/destinations/magic-kingdom/

Se os alunos são adultos, eles podem ver a programação e preços de shows na Broadway no site: http://www.broadway.com/

Após a pesquisa, os alunos podem preparar uma apresentação com as informações coletadas. Eles podem apresentar para a própria turma ou colocarem essas informações com fotos no Blog da turma.

O uso desses sites para simulações ensina o vocabulário realmente usado por nativos e pode ajudar nossos alunos a aprenderem a língua não só usando o livro didático, mas materiais autênticos também.

Mostrarei outra ideia de simulação no próximo post.

Você usa simulações com seus alunos também? Quais?

Até breve!



Sunday, January 13, 2013

Uso de materiais autênticos no ensino da língua estrangeira

Lembro muito bem quando meu professor do CCBEU levou uns cardápios americanos para a aula. Eu amei aprender vocabulário usando um menu de verdade, além de ter ficado morrendo de vontade de experimentar aquelas delícias!

Usar materiais autênticos é maneira bem interessante de ensinar vocabulário, ou seja, materias que não foram preparados para uso didático, mas que podem perfeitamente ilustrar e enriquecer nossas aulas. Tenho usado mapas de diversos lugares nos EUA, folders, revistas, propagandas e tudo mais que eu conseguir em viagens. Mas se você não possui esses materiais, não tem problema, a internet lhe fornece muito material autêntico.

Vejamos duas ideias.

Quando você for ensinar sobre alimentos, nada melhor do que mostrar cardápios de restaurantes ou sites de supermercados.

Você pode pedir para os alunos simularem que estão em um desses restaurantes e eles têm que fazer seus pedidos como se estivessem lá, consultadando os cardápios.

Para ver como é a estrutura de uma interação real em um restaurante americano, sugiro consultar o livro On Speaking Terms, da Eliana Santana-Williamson.


Dois restaurantes nos EUA que têm cardápios grandes e ilustrados são:
Cracker Barrel http://www.crackerbarrel.com/restaurant/lunch-and-dinner-menu/ e o
Chilli's http://www.chilis.com/en/pages/menuitem.aspx?CatId=C841297

Para usar bem um site de um supermercado, podemos pedir para nossos alunos escolherem uma receita favorita. Seria mais legal ainda tentar preparar a receita! Eu já fiz isso com meus alunos crianças quando encontrei um bolo de caixa que podia ser feito no microondas. Cada aluno fez uma parte da receita (open the box, crack the eggs, pour the milk....) e depois comemos o bolo todos juntos no refeitório da escola. Foi muito legal esse dia! Lembro bem que quando pedi para minha coordenadora para fazer a aula dessa maneira, ela foi contra porque ficou com receio de não dar certo. Mas eu tinha tanta certeza que seria interessante tentar que a convenci, e até pedi para que ela fosse observar minha aula. Ela foi, tirou fotos (são fotos ainda não escaneadas, mas prometo que vou fazer isso em breve para mostrá-las aqui) e o resultado foi excelente! Tão excelente que hoje todos os professores fazem o mesmo com seus alunos nessa escola!

Um supermercado que tem um site rico em receitas saudáveis, dicas de nutrição e muito mais é o Whole Foods: http://www.wholefoodsmarket.com/whole-foods-market

Você faz simulações com seus alunos também? Quais?

Darei mais ideias de simulações no próximo post.

Até breve!





Saturday, January 12, 2013

Ensinando nossos alunos a ter mais contato com a língua estrangeira

Para aprender uma língua estrangeira é imprescindível que tenhamos muito contato com o idioma através de vários tipos de textos falados e escritos.

Como muitas pessoas pensam que basta ir para aulas para aprender, é extremamente importante que os professores mostrem como os alunos devem fazer para aprender um idioma de maneira efetiva.

Vejamos exemplos de materiais que os alunos podem usar em casa de acordo com sua faixa etária.

Crianças: Se você quer mostrar um idioma para uma criança, é bem divertido fazer isso através de brincadeiras.

Minha filha aprendeu inglês assim quando era bem pequena. Comprei vídeos de desenho, livros infantis, CD-ROMs e outros brinquedos em inglês. Quando comprei um computador e tive acesso à internet em casa, mostrei vários sites para ela brincar e ela aprendia inglês sem perceber.

Como ela gostava de brincar com a Polly Pocket, ela gostava do site dessa boneca também: http://www.pollypocket.com/en-us Além de brincar no site, ela gostava de assistir a desenhos com a Polly aqui: http://www.youtube.com/user/pollypocket

Até mesmo a nossa brasileira Mônica apresenta joguinhos e quadrinhos em inglês no seu site: http://www.monica.com.br/ingles/index.htm

Um outro site muito legal para mostrar para crianças é o do Sesame Street. Há vários joguinhos em inglês que ensinam muito: http://www.sesamestreet.org/

Adolescentes: Eles podem gostar de aprender inglês em textos usando seus ídolos, filmes favoritos ou jogos.

Como muitos estão gostando da série Hunger Games agora, sugiro surfar no site http://www.thehungergames.co.uk/

As meninas também podem gostar de ler o site da revista Seventeen, que é parecida com a revista brasileira Capricho: http://www.seventeen.com/

Como normalmente meninos gostam de vídeo games, eles podem gostar de ler sobre esse assunto no site:http://www.g4tv.com/

Adultos: sugiro músicas e assuntos da atualidade.

Podemos ouvir músicas e assistir a vídeos usando o Youtube. Eu canto muito em inglês quando estou cansada porque acho que isso é uma verdadeira terapia para mim. Ouço e canto as músicas que amo usando vídeos com as letras das músicas. Um dos meus favoritos é o Stevie Wonder: http://www.youtube.com/watch?v=_a1LogyX9Uw

Além de músicas, os adultos podem gostar de surfar no site da CNN para assistir a vídeos e ler matérias sobre assuntos da atualidade: http://edition.cnn.com/

Há muitos outros materiais diversos para sugerir a nossos alunos. Você sugere quais?

Até breve!



Friday, January 11, 2013

Usando vídeos nas aulas

Um dos materiais mais interessantes para usarmos em aulas de línguas estrangeiras é o vídeo. Propagandas, séries de TV, documentários, filmes, curta-metragens e vídeos da internet são excelentes mídias para ensinar.

No entanto, para que o vídeo seja bem usado em nossas aulas, temos que planejá-las muito bem. Pensemos no objetivo, nas atividades a serem feitas (antes, durante ou depois da exibição do filme) e se o filme é apropriado de acordo com a faixa etária dos alunos e com o nível de conhecimento de língua que eles têm.

Mostro agora como tenho usado esse material nas minhas aulas.

Quando ensinei os materiais escolares, por exemplo, mostrei um vídeo do Youtube de uma adolescente americana que mostra o que levar na mochila para a escola e ainda dá dicas de organização e de estudo. Gostei desse vídeo porque os alunos observaram os marcadores discursivos e outras características de língua falada. http://www.youtube.com/watch?v=iAn53hPgO1A

Também tenho mostrado pequenos vídeos sobre o assunto a ser estudado na aula para meus alunos de Letras - inglês. Por exemplo, como iríamos estudar o tema de rotinas diárias, mostrei um vídeo de uns professores de inglês falando sobre suas rotinas: http://www.youtube.com/watch?v=Kq0CQhCZ2jk Os alunos gostaram muito de ver esse vídeo porque aprenderam várias palavras e expressões atuais (como checar o Facebook).

Para esses mesmo alunos,mostrei um vídeo feito por um professor de inglês de Uberlândia com seus alunos sobre o tema de rotinas. http://www.youtube.com/watch?v=GDz6wFIgVnE Espero que eles façam esse tipo de projeto quando forem professores também.

O site ELLLO também possui vídeos sobre os mais variados temas. Uma das vantagens deste site é que  aluno pode ler as transcrições e alguns possuem até mesmo exercícios de compreensão. Um vídeo do tema de rotina diária que meus alunos assistiram foi o: http://www.elllo.org/video/1051/V1092RoutinePaul.htm

Para que meus alunos possam assistir a esses vídeos mais vezes, posto os links no grupo deles no Facebook.

Você também usa vídeos para ensinar?

Até breve!

Thursday, January 10, 2013

Bazares: vendendo e comprando em língua estrangeira

Um dos projetos que mais gosto de fazer com meus alunos é o Bazar. Essa atividade consta da compra e venda de produtos (normalmente são alimentos ou objetos típicos da cultura de países que têm na língua que estudamos) em língua estrangeira. Esse projeto é feito depois que os alunos aprendem os números e as seguintes perguntas e expressões:

Quanto custa?
 ________ reais, dólares, euros.
É caro!
Está barato.
Tem desconto?
O seu troco é de _______.
Está aqui.
O que é isso?
É bom!
Quero mais um.

Os alunos foram grupos de 4 ou 5 alunos e decidem o que trazer para vender no bazar. Eles também usam a criatividade para enfeitar sua mesa e muito mais. Já tive muitas surpresas como aluno fazendo omelete na hora do bazar usando uniforme de um chef profissional! Outra surpresa foi ver uma aluna com uma roupa de dança típica daqui de Belém, ela fazia a propaganda da mesa do seu grupo. Outros alunos deram até shows de música ao vivo durante o bazar!

Antes do evento, fazemos propaganda pela universidade com panfletos e vários compradores comparecem ao evento. Como esses compradores nem sempre sabem a língua estrangeira, eu posto as sentenças e perguntas para essa interação nas paredes da sala e ensino as frases para os compradores. Ou seja, fazemos de conta que os alunos não falam a mesma língua dos compradores e o professor ensina rapidamente essas perguntas e frases para os compradores.

Já fiz esse projeto com alunos de inglês, português e alemão e todas as vezes o resultado foi positivo. Alunos ficaram felizes ao falar a língua alvo (além de ganhar um dinheirinho) e os compradores também gostam de comprar em uma língua diferente.

Nas fotos abaixo vocês podem conferir vários bazares já realizados.

Bazar em alemão com a venda de vários produtos típicos da Alemanha

Bazares em inglês












 Bazar em português com produtos típicos do Brasil com música ao vivo! (Estados Unidos).


Você já realizou bazares com seus alunos também?
Até breve!









Wednesday, January 9, 2013

Sites para ajudar o nosso trabalho como professor de inglês

Muitas vezes temos tantos afazeres que ficamos sem muito tempo para deixar a nossa criatividade fluir para elaborar as nossas aulas com atividades diferentes. Neste post vou compartilhar com vocês alguns sites que podem ajudar os professores de inglês a criar exercícios ou apenas imprimir exercícios já prontos para uso.

Se você quer ajudar seus alunos a praticar vocabulário, uma ideia interessante é elaborar joguinhos como palavras-cruzadas, caça palavras e outros do tipo. Eu já elaborei essas atividades com vários tópicos, de esportes a alimentos, de verbos a lugares da cidade e outros. Para tanto, usei um site que cria esses joguinhos e seu único trabalho é digitar as palavras que você quer que seus alunos aprendam. Veja que maravilha aqui:  http://www.discoveryeducation.com/free-puzzlemaker/?CFID=2882208&CFTOKEN=73989629

Se você dá aulas para adolescentes, o site da série Postcards da editora Longman, tem muitos exercícios de gramática, leitura e outros prontos para impressão. Veja aqui: http://www.pearsonlongman.com/ae/postcards/index.html

Se você leciona inglês para crianças, o site DLTK tem muitos materiais prontos para impressão. Você pode imprimir cartões, desenhos para colorir e outros materiais com diversos temas. Veja esse aqui com o tema Mother's Day: http://www.dltk-holidays.com/mom/mmomposter.htm

Na foto abaixo, um momento dos meus alunos da 4a série pintando seus cartões de Valentine's Day. Depois de pintá-los, eles escreveram uma mensagem em inglês e deram para seus melhores amigos. Foi muito bom ver a troca de carinho entre os alunos.



Há muitos outros sites cheios de exercícios prontos para imprimir e usar. Você conhece algum?

Até breve!





Tuesday, January 8, 2013

Aprender uma língua estrangeira nos faz aprender sobre a nossa cidade

Aprender uma língua estrangeira significa deixar a nossa língua e cultura de lados?

Muito pelo contrário.

A interação com estrangeiros faz com que queiramos saber mais sobre nossa cidade, estado, país, cultura e tudo mais relativo a nossa gente para falarmos de nós e do lugar em que vivemos. Eu mesma aprendi muito mais sobre Belém quando passei a falar com estrangeiros porque eles sempre querem saber sobre a nossa história, cultura e culinária.

É possível  fazer isso com nossos alunos?

Vejamos uma ideia com a experiência abaixo.

Ao participar de um congresso de linguística - o CIELLA - há alguns anos, fiquei encantada com um projeto de uma professora de inglês do Maranhão que lecionava na antiga escola técnica de São Luís. Quando ela viu que tinha que ensinar seus alunos de turismo a fazer panfletos em inglês sobre diversos pontos turísticos da cidade, ela imaginou que os alunos já conhecessem esses lugares. Ledo engano. Pouquíssimos alunos já tinham ido aos lugares frequentados por turistas. Foi então que ela teve a ideia de organizar excursões a esses lugares para que os alunos conhecessem sua própria cidade. Não preciso dizer que o projeto foi um sucesso, embora ela tenha relatado que outros professores olhassem esse tour pela cidade com certa desconfiança. Após essa visita muito enriquecedora, os alunos puderam elaborar folders em inglês para cada lugar. Os resultados foram extremamente positivos, a ponto de vários lugares visitados pedirem os panfletos elaborados pelos alunos para serem usados pelos visitantes estrangeiros. Isso fez com que os alunos se sentissem muito orgulhosos de os trabalhos deles terem sido valorizados por pessoas de fora da escola.

Mesmo maravilhada com o projeto, achei que eu não teria uma oportunidade para fazer o mesmo com meus alunos do curso de Letras - língua inglesa. Até que chegou o dia no qual o tema da aula eram os pontos turísticos mais conhecidos do mundo. No entanto, antes de eu mostrar as belezas no exterior, sempre converso com os alunos sobre os pontos turísticos de nossa cidade. Para minha surpresa, vários alunos não conheciam alguns desses lugares. Foi então que pensei em colocar em prática o projeto daquela professora do Maranhão.

Após os alunos terem concordado com o projeto, começaram os preparativos. Os alunos ficaram em grupos de 4 ou 5 e cada grupo ficou responsável por elaborar um folder em inglês sobre o lugar. Além disso, cada aluno teria que falar algo em inglês sobre o lugar quando chegássemos aos pontos turísticos. Um aspecto importante que eu deixei de fazer foi o de mostrar vários exemplos de folders desses lugares antes de os alunos elaborarem os deles. Isso facilitaria muito o trabalho deles. (Devemos sempre lembrar de mostrar modelos de tudo antes de pedirmos para nossos alunos elaborarem qualquer tipo de texto, falado ou escrito).

Nossa excursão foi ótima e acredito que os alunos também gostaram muito do que fizeram. Vocês podem notar abaixo vários alunos explicando sobre cada lugar daqui de Belém.

No pólo joalheiro



No Mangal das Garças



No Theatro da Paz


Até breve!





Monday, January 7, 2013

Fazendo nossos alunos participarem mais

Vários estudos mostram que é difícil prestarmos atenção por mais de 15 minutos. Como a aprendizagem de uma língua estrangeira requer o ensino das 4 habilidades (falar, ler ouvir e escrever), é extremamente importante fazer com que nossos alunos participem ativamente das nossas aulas usando essas habilidades.

Já disse aqui que antes de ensinarmos qualquer coisa, seja algum aspecto gramatical ou vocabulário, é importante perguntamos aos alunos se algum deles já sabe o assunto. Dar o poder aos nossos alunos valoriza o conhecimento prévio que eles têm e faz com que os alunos participem mais das aulas.

Uma atividade interessante é fazer os alunos irem ao quadro para escrever diversos tópicos. Quando quero conhecer mais os alunos, escrevo as frases: I love, I like, I don't like e I hate. Circulo cada frase e eu começo escrevendo uma coisa de cada. Quando eu tenho muitas canetinhas de quadro branco (ou giz), empresto canetinhas para 4 alunos. Eles escolhem uma das frases e escrevam algo, depois cada um passa a caneta para outro aluno até que todos tenham tido a chance de escrever no quadro também. Quando eles querem escrever algo mas não sabem em inglês, eles me perguntam e escrevem o que desejam. 

Outra atividade que promove muita participação dos alunos é deixá-los tentar entender o aspecto gramatical em duplas usando o livro usado na aula de língua estrangeira. Ao invés de o professor explicar tudo, deixemos que os alunos tentem compreender de maneira colaborativa. Nesse momento o professor caminha   pela sala ajudando no que for necessário, esclarecendo dúvidas de maneira personalizada.

No momento da correção de exercícios, podemos dar a vez para nossos alunos falarem as sentenças ao invés de o professor falar tudo. Uso a lista de chamada para chamar os alunos para falarem as respostas, um a um. Assim todos os alunos têm a chance de participar. Se a turma tem muitos alunos, eu marco os que falaram em uma aula e chamo os demais para falar na outra.

Tenho certeza que você também tem outras ideias para fazer seus alunos participarem mais das nossas aulas. Que ideias são essas? Você pode compartilhá-las conosco deixando um comentário aqui?

Muito obrigada e até breve!




Sunday, January 6, 2013

Projeto com fotos

Meu amigo e leitor Sindeval me pediu dicas de como fazer um projeto com estrangeirismos. Após pensar nesse tema, algumas ideias surgiram. Uma delas foi a de usar fotos, que podem ser usadas em vários tipos de projetos.

Como o Brasil tem muitas placas com nomes de lojas em línguas estrangeiras, seria uma tarefa fácil encontrar estrangeirismos espalhados pelas cidades. No entanto, muitas palavras estão grafadas com erros e infelizmente alguns dos nossos alunos acabam aprendendo a grafia incorreta.

Uma maneira interessante de fazê-los prestar atenção nessas palavras, seria propor um projeto com fotografias. Os alunos podem ficar em grupos de 4 para executar a tarefa de fotografar essas palavras pela cidade. O produto desse projeto pode ser um blog com as fotos e explicações dos estrangeirismos e correção dos mesmos se estiverem grafados com erros. Outra ideia seria uma exposição dessas fotos em uma Feira Cultural da escola. Para tornar esse trabalho útil, seria interessante fazer uma carta ou email para o dono do estabelecimento avisando que tal palavra deveria estar escrita de outra maneira. Assim a escola cumpriria uma função muito boa de ajudar a comunidade e os alunos fariam algo não só por uma nota, mas para ajudar pessoas.

Essa ideia surgiu após eu lembrar de um projeto com fotos sugerido por meu professor de educação artística - Professor José Leal - quando eu estava no 1o ano do ensino médio. Ele nos pediu para fotografar só as palavras em português que estivessem com erros ortográficos pela cidade. Depois as fotos foram expostas na escola. Não precisa dizer que nós amamos fazer esse projeto!

Acredito que para que a aprendizagem aconteça é necessária a participação ativa dos alunos. De nada adianta fazermos palestras com mil e uma explicações e esperar que nossos alunos aprendam só nos ouvindo durante a aula.

No próximo post mostrarei pequenas atividades que promovem maior participação dos alunos em nossas aulas.

Até breve!

Saturday, January 5, 2013

Aprendendo através da interação com keypals


A interação com keypals (amigos por correspondência) faz com que os alunos aprendam com motivação porque eles se comunicam com alguém que não compartilha de sua língua. Eu mesma aprendi bastante quando troquei algumas cartas com uma amiga alemã. O único problema era que as cartas levavam muito tempo para chegar ao destino e eu já tinha esquecido o que eu tinha escrito.

Para que nossos alunos possam ter essa experiência também, mostro alguns projetos que já fiz desde o ano 2000 com meus alunos crianças, adolescentes e adultos.

Sugiro que os iniciantes adultos comecem experimentando bater papo com um site que usa inteligência artificial para perder o medo de interagir com uma pessoa - http://community.eflclassroom.com/Wpage/chat-bot

Depois de eles ficarem mais seguros, sugiro usar chats como o http://www.englishclub.com/esl-chat/chatroom-1997.htm . Para ler um excelente artigo sobre o uso de chats com alunos de inglês, com vantagens e dicas, entre aqui: http://www.tesl-ej.org/wordpress/issues/volume7/ej25/ej25int/

O próximo passo é encontrar um keypal ou amigo por correspondência. Com alunos adultos, sugiro o www.livemocha.com ou o www.palabea.net que são sites de relacionamento com o objetivo de comunicação usando línguas estrangeiras. O interessante é que vários alunos se engajam tanto que já houve até um casamento entre uma aluna minha e um americano!

Com alunos crianças e adolescentes, sugiro fazer projetos com professores de outros países. Eu já fiz projetos com professores da Rússia, Itália, Estados Unidos, Canadá e Áustria.

Com meus alunos de 8 anos de idade, o tópico da interação foi animal de estimação. Cada aluno desenhou o seu e escreveu um pouquinho sobre seu animalzinho. Depois disso eu escaneei esses trabalhos e enviei para a professora no exterior. Ela fez o mesmo com os alunos dela. Meus alunos amaram ler sobre os animais dos colegas em outro país.

Com outra turma, escrevemos sobre o que comíamos nas refeições. Eles desenharam e escreveram o que comiam em cada refeição. Meus alunos se surpreenderam ao saber que pessoas de outros países comiam alimentos bem diferentes dos nossos e até se empolgaram para comer saladas!

Com outra turma, eles trouxeram postais da nossa cidade e descreveram cada lugar. Esses postais também foram escaneados e enviados para o email de uma professora da cidade de Omsk, na Rússia. Meus alunos gostaram muito de saber que há muita neve na cidade dos amigos e me perguntaram quando iríamos visitar os amigos. Foi então que peguei um globo terrestre e mostrei onde era a nossa cidade e a cidade dos amigos. Eles ficaram surpresos ao ver a distância entre os dois lugares. Nada como aprender geografia assim!

Com minha turma da 3ª série, fizemos um projeto com uma professora da Áustria. Com eles, trocamos cartas. Os alunos ficaram um pouco descrentes com esse projeto porque as cartas com as respostas levaram mais de 2 meses para chegar aqui. Lembro que eles ficavam me perguntando todos os dias pelas cartas mas ficaram muito felizes quando elas finalmente chegaram e cada um recebeu a sua. Lembro de ver o orgulho deles ao lerem cartas todas em inglês.

Também trocamos cartões postais com alunos de um professor italiano, de uma cidade chamada Mazara del Vallo. Até mesmo os pais dos meus alunos ficaram surpresos com esse projeto e amaram ver seus filhos interagindo em inglês.

Para procurar professores de vários países para desenvolver projetos de interação como esses, sugiro o site http://www.epals.com/ . Os projetos podem ser bem simples, usando variados tópicos de acordo com o conteúdo a ser ensinado: apresentação pessoal, rotina semanal, vida escolar, famílias, hobbies, brinquedos favoritos, refeições, filmes, desenhos, livros, futuro e tudo o mais o que a imaginação deixar.

É importante lembrarmos que para aprender uma língua efetivamente é necessário que haja interação. Nada melhor do que as nossas aulas para proporcionar esse contato e ver nossos alunos usando a língua estrangeira com seus novos amigos.

Até breve!  

Friday, January 4, 2013

Exemplos práticos de atividades de produção oral

Para que nossos alunos aprendam a falar o inglês real, é importante que eles vejam vários exemplos de pessoas falando antes através de vídeos, por exemplo. Aliás, devemos sempre lembrar de mostrar exemplos de tudo que pedirmos para eles antes de eles produzirem qualquer coisa.

Por exemplo, antes de eu ensinar meus alunos a como apresentar alguém em inglês, passei a mostrar vídeos com essa situação em vários contextos para ilustrar essa função. O vídeo que uso é esse: http://www.youtube.com/watch?v=NeEJhW0_gqA

Eu também recomendo que os alunos usem em casa o site ELLLO - http://www.elllo.org/ para ouvir pessoas de diversas nacionalidades falando em inglês sobre vários tópicos, desde os mais simples aos mais complexos (de esportes favoritos a prática de suborno em alguns países).

Para alunos iniciantes que estejam aprendendo a falar sobre suas frutas favoritas, pode-se mostrar esse exemplo de diálogo: http://www.elllo.org/english/0151/165-Naju-Fruit.htm Nesse diálogo podem-se notar várias características de língua falada como repetição, uso de marcadores discursivos (ok, oh). Também notamos a estrutura de conversa: pergunta - resposta - comentário.

Para que nossos alunos se familiarizem com outros exemplos de conversa, mostremos estruturas assim, por exemplo:
A: I like your shoes, they are beautiful.
B: My shoes?
A: Yeah, they are beautiful.
B: My mom gave them to me...Yeah, it was last month. Thanks.
A: Sure.
Os livros Touchstone e On Speaking terms mostram muitos diálogos assim.

Mesmo que o livro que você use nas suas aulas não tenha diálogos com características de língua falada, sugiro incluir as palavras (Well, you know, uh, oh, wow e repetições) para que seus alunos aprendam a falar de maneira natural como os nativos.

Outra ideia legal para fazer nossos alunos aprender a falar o inglês real é fazê-los fazer entrevistas com estrangeiros. Sempre faço isso com meus alunos e os resultados são muito bons. É importante o professor ajudar na formulação das perguntas para que as respostas não sejam muito complexas. Também ensine seu aluno a fazer comentários após cada resposta. Dependendo do nível dos alunos, pode-se pedir para que eles transcrevam o áudio para perceber as características de língua falada e aprender a falar com estrangeiros. Normalmente os alunos se sentem muito felizes ao perceber que eles conseguem se comunicar fora de sala de aula. Como esse projeto dá bastante trabalho, sugiro que o professor dê tempo suficiente para que os alunos consigam realizar essa tarefa.

Para ilustrar esse tipo de projeto, mostro um trecho da transcrição de uma entrevista feita por um aluno:
SOk. This is Janelle... Janelle C? Is it?
Janelle Yeah. Janelle C.
S Ok. So, we are going to make some questions. Um, Janelle, where are you from?
Janelle I’m from Florida, I lived in Jacksonville. It’s in the very North, top of Florida.
S Oh, ok. Florida, uhuh… and what’s your hometown like?
Janelle We lived about ten minutes from the beach, so it was a very big city with lots of people, lots of cars, lots of traffic and… uh… very close to the beach. We used to go to the beach a lot.
S Oh, good! Good, good! Uh… you know that the… the weather in Belém is rainy and hot, yeah?
Janelle Oh, yeah.
S What’s the weather like there?
Janelle In Florida is almost the same as… uh… in Belém. It’s very rainy in the summer and it’s very hot a lot of the year. And in the winter… uh… from about November to February, it’s the winter any kind of colder, maybe only at night there. I don’t know Celsius, I know Fahrenheit… um… I don’t know what it is in Celsius but it is like 50 degrees Fahrenheit, it’s cold, it’s cold in Florida, but not as cold as in some one of the northern cities. It is stupid hot there, very humid.
S Uhso, what kind of clothes you like to wear?
Janelle I usually wear, I like to wear long pants… or jeans and T-shirt.
S Uh… and it’s the same you use here in Belém and you… yeah?
Janelle I brought all my clothes from America that I wear here and I… it’s the same, yeah. I’m not too hot here.

Outras maneiras interessantes de ensinar o inglês real é fazer projetos como filmes e novelinhas. Eu já fiz com meus alunos de 6a e 7a séries e eles foram muito criativos. Eles formaram grupos de 5, criaram os roteiros em inglês com a minha ajuda, filmaram e depois assistimos juntos. Foi muito divertido e eles se engajaram muito. Além deles, a diretora da escola ficou orgulhosa de ver os alunos falando em inglês. Antes de filmarmos, eles ensaiaram muito para as pronúncias estarem corretas.

Uma outra ideia que pode despertar o interesse nos alunos é a elaboração de vídeos para o Youtube com dicas sobre diversos assuntos. Para que eles se familiarizem com a língua falada, sugiro que eles assistiam a trechos do vídeo de uma adolescente americana que dá dicas de organização da mochila e materiais para levar para a escola: http://www.youtube.com/watch?v=iAn53hPgO1A

Como vocês podem notar, para que os alunos aprendam o inglês real, é necessário que eles vejam muitos exemplos antes com pessoas falando usando as pausas, marcadores discursivos, repetições e demais características da língua falada. Tomemos cuidado para não fazer nossos alunos aprenderem a falar de maneira escrita e artificial, ok?

Até breve!

Thursday, January 3, 2013

Ensinando a falar a língua estrangeira

Aula de inglês no currículo da escola! Vou aprender a falar inglês!

Essas duas sentenças podem ser ditas por um pré-adolescente ao se deparar com seu horário escolar do 6o ano do ensino fundamental. Ele pode se imaginar falando, cantando e usando a língua com turistas. 

Finalmente as aulas começam e a vontade de aprender a falar recebe um balde de água fria logo na primeira aula quando o professor coloca o verbo To Be no quadro e pede para os alunos copiarem frases soltas como a famosa "The book is on the table". A vontade se transforma em sentimento negativo e pronto, o trauma se inicia e muitas vezes é levado até o fim da vida.

Infelizmente é comum ouvir que aula de língua estrangeira em escola não ensina a falar. Por que isso acontece? São muitas as desculpas, mas acredito que se o professor tiver vontade, as quatro habilidades podem ser ensinadas sim. Para tanto, é importante conhecermos as diferenças entre língua falada e língua escrita. 

Um dos equívocos que cometemos com nossos alunos é fazê-los responder em sentenças ditas completas quando perguntamos algo em inglês. Por exemplo, quando perguntamos: "What is your favorite color?" Ensinamos que o correto é responder assim: "My favorite color is _________." Normalmente há um aluno que indaga se pode falar só a cor e dizemos que isso é errado. Excuse me, isso é errado? Então temos que falar para todos os nativos de língua inglesa que eles estão falando errado quando não respondem usando todas as palavras. Até mesmo em português, quando estamos conversando, não costumamos usar sentenças ditas completas para responder. 

Para que ensinemos nossos alunos a falar uma língua real, a que os nativos falam, é importante estudar mais sobre a língua falada. Dois livros que me ajudaram muito foram o From Corpus to Classroom do Michael McCarthy e o Longman Grammar of Spoken and Written English do Biber e outros autores. Fiquei maravilhada ao descobrir que há muitas diferenças entre a fala e a escrita e comecei a ensinar o inglês real. 

Para começar, aprendi que tenho que ensinar as palavras e expressões mais frequentes na fala. Por exemplo, a frase de duas palavras mais frequente dita pelos americanos é "You know". Essa frase pode aparecer no início, no meio ou no fim de alguma fala. Outras palavras ou marcadores discursivos muito frequentes são "Well" e "uh". 

Se queremos ensinar o inglês falado de verdade para nossos alunos, temos a obrigação de ensiná-los com as características próprias dessa habilidade. Para nos ajudar nessa tarefa, alguns livros foram lançados com esse objetivo. Um deles é a coleção Touchstone da Cambridge http://www.cambridge.org.br/catalogue/young-adult-adult-learners?touchstone&item=404931 
Você também pode ver o site que os alunos podem usar para fazer diversos exercícios: http://www.cambridge.org/us/esl/touchstone/student/index.html

Outros livros maravilhosos e que ensinam o inglês falado nos Estados Unidos com diálogos reais da vida são os On Speaking Terms 1 e 2, da Eliana Santana-Williamson - http://elt.heinle.com/cgi-telt/course_products_wp.pl?fid=H2S&series_id=1000002122&discipline_number=301. Os usei para ensinar inglês para pessoas do Cazaquistão que estavam passando uma temporada de três meses nos EUA. Elas ficaram impressionadas quando o diálogo que tínhamos estudado sobre a interação em um restaurante americano foi exatamente o mesmo que usaram quando elas foram jantar. Sucesso total na interação!

Para aprendermos mais sobre o assunto de língua falada, sugiro a leitura do pequeno artigo com o título "Are non-native speakers able to converse?" da Eliana Santana-Williamson nesse link: http://www.catesol.org/Santana-Williamson.pdf Outro artigo muito interessante é o Ten criteria for spoken grammar do Mccarthy no link: http://www.cambridge.org/us/esl/touchstone/images/pdf/Ten%20criteria%20for%20a%20spoken%20grammar.pdf

No próximo post mostrarei atividades práticas para ensinar o inglês falado real em nossas aulas.

Até breve!